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Elekeiroz compra tecnologia e faz aposta em bioquímica

Elekeiroz compra tecnologia e faz aposta em bioquímica

A Elekeiroz, fabricante de intermediários químicos, plastificantes, resinas termofixas e ácido sulfúrico controlada pela holding Itaúsa, comprou o direito exclusivo de exploração na América Latina de uma tecnologia de produção de butanol que pode utilizar tanto gás natural quanto biomassa como matéria-prima, em um investimento que pode marcar o retorno da companhia à produção desse tipo de álcool, a partir de fontes renováveis. A aquisição, cujo valor não foi divulgado, foi fechada com a empresa americana de biotecnologia Coskata, que já contabiliza dois anos de produção em escala pré-industrial a partir dessa tecnologia nos EUA. Única produtora de butanol da América do Sul e com receita líquida de R$ 900 milhões em 2013, a Elekeiroz utiliza atualmente a rota petroquímica convencional, que tem o propeno ou o gás natural como principais matérias-primas.
O butanol é usado para a produção de acrilato de butila, que, por sua vez, é utilizado na fabricação de tintas acrílicas. Entre os anos 60 e 90, a companhia chegou a produzir butanol a partir de uma fonte renovável, o etanol de cana-de-açúcar, em Igarassu, no Estado de Pernambuco. O elevado custo de produção, porém, diante do alto consumo energético e da dependência de uma única matéria-prima, tornou a operação inviável e a Elekeiroz abandonou o processo. Com a tecnologia da Coskata, disse o presidente da Elekeiroz, Marcos de Marchi, o custo de produção a partir de gás natural ou de biomassa via processo bioquímico, mostra-se novamente competitivo. "O rendimento das matérias-primas é alto, perto de 95%, o consumo de energia é mediano, há alta flexibilidade de matérias-primas e o processo ainda absorve gás carbônico", enumerou o executivo. "Trata-se de uma tecnologia flex em termos de matéria-prima". A nova tecnologia prevê a utilização de uma bactéria que é encontrada na natureza e transforma o chamado gás de síntese em butanol (75%) e etanol (25%).
Conforme Marchi, o fato de a Elekeiroz já contar com uma unidade de gás de síntese (ou gás-oxo) em Camaçari - comprada da Air Products Brasil no fim do ano passado - pode determinar que, numa primeira etapa, a produção de butanol por meio da nova tecnologia se dê a partir de gás natural e não biomassa. "Vamos avaliar os dois, mas o primeiro foco é dominar a tecnologia de transformação do gás de síntese em butanol", ressaltou. Neste momento, a Elekeiroz está desenvolvendo um trabalho em conjunto com a Coskata em Warrenville, nos Estados Unidos, que vai fornecer os parâmetros para o projeto de engenharia da fábrica que levará a nova tecnologia. Somente ao fim dessa etapa, o valor do investimento industrial deve ser definido.
Anualmente, segundo Marchi, o Brasil consome cerca de 60 mil toneladas por ano de butanol, demanda que deve alcançar 80 mil toneladas por ano a partir de 2015, com a inauguração do Complexo Acrílico em Camaçari, onde a Elekeiroz opera um complexo industrial. Até o fim da década, a previsão é a de que o consumo de butanol se aproxime de 100 mil toneladas anuais. O etanol que será obtido como subproduto também deverá ser comercializado pela companhia. A Elekeiroz opera também um complexo industrial em Várzea Paulista (SP) e tem capacidade de produção instalada total, considerando-se o complexo baiano, de 500 mil toneladas por ano de diferentes produtos químicos de segunda e terceira geração. Com a aquisição dos ativos de produção de gás-oxo da Air Products, lembrou Marchi, a companhia integrou verticalmente a produção de butanol em Camaçari. - 16/09/14 - Valor

Fonte: Valor 16/09/14
Data da Publicação: 17/09/2014
Código de referência: 842


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