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Dow mais que triplicou as patentes no mundo desde 2005.

"Primeiro vem a demanda, depois o produto", diz John Biggs, líder de pesquisa e desenvolvimento da Dow para a América Latina. A premissa pode parecer óbvia, mas muitas vezes não é desta forma que as empresas lidam com inovação. A Dow adotou esta visão há cerca de dois anos, quando passou a determinar que, em qualquer visita a um cliente, ao menos um pesquisador deveria estar junto, para identificar as reais necessidades das empresas. "Isso tornou as coisas mais rápidas e eficientes e fez atingirmos até 30 patentes por ano", conta Biggs. A iniciativa faz parte de uma política implementada pelo executivo para ter a área de pesquisa e desenvolvimento bem perto do restante da empresa. E o principal exemplo da estratégia de Biggs de aproximação entre pesquisa e executivos é o laboratório da Dow, em São Paulo.

O espaço fica dentro do prédio da empresa, em plena Avenida das Nações Unidas, um dos endereços mais caros da cidade, onde ocupa um edifício inteiro. Ali, um dos sete andares é totalmente voltado para pesquisas. Fora do escritório ficaram só as máquinas muito grandes, que precisam estar próximas da fábrica de Jundiaí, no interior de SP, por conta da disponibilidade da matéria-prima. O espaço foi inaugurado em abril deste ano para desenvolver aplicações de plásticos que sejam sustentáveis e, ao todo, 120 pesquisadores trabalham nos dois laboratórios. Quando Biggs chegou ao país para estruturar a área, há cerca de cinco anos, eram 20 profissionais.

A estratégia de aproximação dos cientistas com os clientes trouxe alguns resultados para as demandas do Brasil. Um exemplo é o lubrificante desenvolvido para as moendas da indústria de cana de açúcar. A substância, fruto da demanda de uma usina, é mais eficiente que o azeite utilizado antes, e também é biodegradável. "A safra de cana de 2011 foi a primeira em que o produto foi utilizado", conta Biggs. Outro produto desenvolvido no Brasil foi o chamado stand up pouch, aquela embalagem de plástico flexível, que fica em pé nas gôndolas, que é 100% reciclável. O produto é mais leve, mais barato e ocupa menos espaço em relação aos modelos convencionais de lata ou papelão. A criação do produto foi possível a partir do desenvolvimento de um polímero que é mais rígido na base e flexível nos outros pontos, também feito no Brasil.

"Há aplicações muito específicas no Brasil, como estas, e agora o novo desafio é como a Dow vai participar do crescimento dos projetos de infraestrutura do país", diz Biggs. Para isso, é preciso vencer um obstáculo: encontrar engenheiros químicos com boa capacitação.

O programa de trainee é utilizado para driblar essa dificuldade. Dos 50 contratados para 2012, 20 são engenheiros químicos e, ao final do programa, todos apresentam para a empresa um projeto de inovação voltado para qualquer uma das áreas da companhia. Ao todo, seis mil pessoas trabalham na área de pesquisa e desenvolvimento da Dow no mundo. Além do Brasil, a empresa tem laboratórios nos EUA, Europa e China, e investe cerca de US$ 1,6 bilhão por ano em inovação. "Isso acontece mesmo quando a receita apresenta queda, como em 2009, com a crise econômica", afirma Biggs.

Somente na última década, a empresa registrou mais de 400 projetos de inovação em todo o mundo. Com isso, desde 2005, os registros de patentes mais que triplicaram globalmente. Segundo a empresa, os investimentos que vêm sendo feitos em megatendências de inovação representam US$ 350 bilhões em oportunidades de mercado. Em 2010, a Dow teve receita de cerca de US$ 54 bilhões, a maior parcela (US$ 11,5 bilhões) proveniente da divisão de plásticos. /Brasil Econômico 22

Fonte: Brasil Economico
Data da Publicação: 03/01/2012
Código de referência: 826


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